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06.08.07
"Luna Rossa" abandona America's Cup
O grupo Prada, proprietário do veleiro italiano "Luna Rossa", anunciou que não participará na próxima edição da America's Cup. Em comunicado, Patrizio Bertelli, o dono do veleiro, revelou que após dez anos e três participações na mais famosa prova de vela, decidiram retirar-se. Esclareceu ainda que este abandono não se deve à falta de meios humanos e financeiros, mas sim porque considera que terminou um ciclo. O dono do "Luna Rossa" afirmou ainda que participar "foi uma experiência inesquecível e muito positiva do ponto de vista desportivo e humano para toda a equipa". Bertelli espera agora que uma outra equipa italiana surja e compita em Valência, já nesta edição de 2009, e mantenha o país no topo da America's Cup.
26.07.07
Valência volta a ser palco da America's Cup
Valência já foi confirmada oficialmente como a cidade sede da 33ª edição da America's Cup, a ter lugar em 2009. O anúncio foi feito ontem por Michel Bonnefous, o responsável da ACM, a empresa organizadora. Esta foi constituída após a vitória do Alinghi em 2003, na Nova Zelândia, e, desde então, tem organizado a famosa competição de vela. As negociações já decorriam desde o início do mês de Julho, altura em que terminou a última edição da prova, onde os suiços derrotaram o Emirates Team New Zealand por apenas um segundo.
23.07.07
Team Shosholoza confirma presença na 33ª Edição
A equipa sul-africana Shosholoza confirmou a sua participação na 33ª Edição da America’s Cup. O director e fundador da equipa, o Capitão Salvatorre Sarno, confirmou por telefone já ter realizado todos os actos necessários à oficialização da inscrição da equipa no evento. Ainda está fresca na memoria de todos a participação desta equipa na última edição da América’s Cup, que, apesar de um abandono precoce, logo após o Round Robin Dois, causou muito boa impressão tanto nos espectadores, como nos adversários, ganhando rapidamente a confiança e o entusiasmo de muitos. Não seria assim de todo surpreendente que a equipa se mostrasse decidida a participar novamente, se não fosse o facto de a equipa não ter, no momento, fundos suficientes para a campanha e de ainda não se saber quaisquer pormenores sobre os moldes em que irá acontecer a 33ª Edição. Uma coisa lida à outra, já que Sarno espera por um “patrocinador sul-africano orgulhoso […] que apoie o sonho africano de levar a taça para casa”, mas não poderá saber ainda quais os fundos de que necessita, se ainda não souber o "como”, o “quando” e o “onde”, da próxima edição. Para alguns, esta inscrição precoce da Team ShoSholoza pode ser resultado de um incentivo por parte do sindicato Alinghi, e do seu presidente Ernesto Bertarelli, incentivo esse que pode ter sido financeiro ou na forma de informação antecipada. Na verdade, não seria inédito, pois os próprios neozelandeses já haviam sido favorecidos com um acordo semelhante para garantir a sua presença em Valência. Se é, de facto, essa a estratégia do Alinghi, é compreensível, numa altura em que o Golden Gate Yacht Club está a tentar tudo por tudo que o Protocolo apresentado recentemente seja declarado inválido. Os principais pontos atacados são o abandono de oficiais de regata neutros, e a possibilidade de a equipa defensora decidir sobre uma nova classe de barcos, mantendo-a secreta até bastante tarde. Mais uma vez, inúmeros rumores circulam em volta daquele que é o maior e mais antigo troféu desportivo, mas que, para alguns, perdeu muito do seu carisma para se tornar num evento demasiado comercializado.
16.07.07
Louis Vuitton deixa America’s Cup
A prestigiada marca francesa Louis Vuitton pôs fim a 25 anos de patrocínio e associação à America’s Cup (AC) e há já rumores de que a Rolex vai substituí-la na organização do evento. Em comunicado, a Louis Vuitton justificou a sua decisão afirmando que as novas regras da prova implicam uma lógica e abordagem mais comercial e que o protocolo recentemente assinado está já a ser disputado por algumas equipas, o que pode levar a uma redução dos participantes. A marca disse ainda que vai observar a evolução da competição com interesse e não põe de lado a hipótese de organizar a sua própria prova sob o desígnio “Louis Vuitton Cup”. Bruno Troublé, o homem, atleta olímpico e velejador da AC, que concebeu a Taça Louis Vuitton, afirmou que o que atrai marcas como a Louis Vuitton a se associarem a estes eventos não é a visibilidade mas a exclusividade e, neste momento, estão a AC está a ser gerida como um Mundial de futebol. Para além disto, há ainda quem relacione este abandono com o facto de que Troublé tenha dito a um jornal neo-zelandês que estava a torcer para que os kiwis vencessem a 32ª America’s Cup.
06.07.07
Classe America´s Cup vai ter barcos de 90 pés
Numa conferência que contou com presença de Michel Bonnefus, da organização do evento, Brad Butterworth, skipper da equipa vencedora, e Hamish Ross, conselheiro geral do Alinghi, foram anunciados os traços largos que definem o que irá ser a próxima edição do troféu desportivo que tanto deu que falar nos últimos dias. Depois da vitória do Alinghi, Ernesto Bertarelli, o proprietário da equipa, tem estado reunido com outros elementos da equipa e da ACM para decidir as três principais questões referentes à próxima edição da Taça América: onde, quando e como. O mais provável é a 33º edição ter lugar novamente em Valência, isto se se confirmar o “quando”, já que foi demonstrada a intenção de realizar a próxima edição já em 2009, e não em 2011, como seria de esperar. Nesse caso, será muito difícil que outra cidade se consiga preparar para receber o evento, e Valência já tem as infra-estruturas. O que já se sabe, ao certo, é o “como”: a ACC (America´s Cup Class) irá sofrer alterações que se vão reflectir essencialmente nas dimensões dos barcos. Os novos barcos deverão ter 90 pés, para serem navegados por cerca de 20 velejadores. Butterworth confirma a escolha como sendo uma forma de abrir as portas às novas equipas, já que todas estarão em pé de igualdade em relação ao barco. O skipper revelou ainda que estes novos barcos não vão ser apenas maiores, mas também mais rápidos e exigentes. Os restantes pormenores referentes à nova classe e à organização da próxima edição vão ser revelados até 31 de Dezembro de 2007, para que as equipas tenham tempo suficiente para se prepararem.
03.06.07
Por um segundo, a Taça América fica na Europa
Alinghi venceu, por apenas um segundo, o Emirates Team New Zealand, conquistando assim a America’s Cup. Num resultado final de 5-2, os kiwis mantiveram-se com vantagem na regata de hoje, mas a posição táctica dos suíços, no lado direito do percurso, acabou por pesar mais para o resultado final, uma vez que os neozelandeses nunca conseguiram trocar de posição. Apesar de estarem à frente 14 segundos, o ETNZ não conseguiu passar pela proa do SUI100 na segunda bolina. Os dois barcos chegaram à bóia separados por apenas alguns metros, com os kiwis a passarem a porta pela esquerda, o que deu a Alinghi a posição mais vantajosa. Os suíços rondaram a bóia com uma vantagem de 12 segundos, ficando assim quase seguros de que a vitória seria deles. O vento ainda soprou favorável aos neozelandeses, que, depois de sofrerem uma penalização, viram a Taça América fugir por apenas um segundo.
02.06.07
Falta de vento adia sétima regata
Depois da quarta vitória dos suíços no sábado, a ausência de ventos em Valência levou ao adiamento da sétima regata da America’s Cup para a próxima terça-feira. No sábado, os ventos sopraram fracos de leste-sudeste em Valência, numa regata que, apesar de renhida, os suíços venceram por 28 segundos. A uma vitória de vencer a taça, Alinghi quer repetir a proeza de 2003 frente aos neozelandeses. Os kiwis, por seu lado, não podem ter mais nenhum deslize, e afirmam que a competição ainda não acabou.
27.06.07
Empate em Valência
Desta vez, e para equilibrar a competição, foram os suíços que venceram a regata de hoje da America’s Cup. Alinghi manteve, desde o início, o controlo da prova, num dia onde o vento não soprou forte, com intensidades entre os 8 e os 10 nós. No inicio da regata, Ed Baird, skipper de Alinghi, conseguiu, pela primeira vez, conquistar o lado direito da linha, o que lhe permitiu largar rapidamente, enquanto o skipper dos kiwis, Dean Barker, foi mais lento. Apesar de um salto de vento mais à esquerda que favoreceu os kiwis, Alinghi acabou por rondar a primeira bóia na frente com 20 segundos de vantagem. Já na popa, o Emirates Team New Zealand (ETNZ) procurou vento mais forte do lado esquerdo do percurso e, ao aproximar-se de Alinghi, teve um problema com o spinnaker, que acabou por ajudar os suíços a aumentarem a vantagem. Na rondagem da bóia da popa, Alinghi apostou na porta de estibordo, enquanto o ETNZ escolheu a de bombordo, o que se revelou uma boa opção para os neozelandeses, colocando-os de volta à competição na última bolina. No entanto, uma boa gestão da vantagem permitiu aos suíços controlar os avanços do adversário, assegurando, no final da última popa, a vitória por 30 segundos.
27.06.07
Nova Zelândia repete a proeza
As emoções estiveram ao rubro ontem em Valência, com os Kiwis a vencer mais uma vez os Suíços. Num encontro emocionante, os papéis inverteram-se vezes sem conta, com as duas equipas a alternar a liderança entre si. Na linha de largada, foi o Alinghi que levou a melhor, iniciando a regata com uma pequena vantagem sobre o adversário. A primeira bolina, porém, foi rapidamente dominada pelo Emirates Team New Zealand, que rondou a bóia um minuto e meio antes dos suíços. Na primeira popa, Ed Baird parecia decidido a recuperar a liderança, conseguindo diminuir a distância para cerca de um minuto, mas foi na bolina que os suíços demonstraram o sue verdadeiro valor, passando para o seu lado a liderança da regata, com 15 segundos de vantagem. Foi então que começou a verdadeira emoção: entre cambadelas consecutivas e manobras estratégicas nem sempre lógicas, os dois barcos debateram-se até ao fim, ganhando e perdendo vantagens que pareciam irrecuperáveis. No fim, os Kiwis foram mais fortes e venceram um encontro vibrante que confirma as expectativas: a Taça América não vai ser ganha com facilidade, e ambas as equipas vão ter de lutar muito por ela.
25.06.07
Neozelandeses surpreendem "Alinghi"
A "Emirates Team New Zealand" conseguiu vencer a equipa suiça detentora da Americas's Cup no segundo dia de regatas. A final fica assim empatada, já que o "Alinghi" venceu a primeira regata diputada no sábado. Os neozelandeses chegaram à linha final com 28 segundos de vantagem. Hoje é o terceiro dia de regatas da série de nove.
23.06.07
America's Cup começa hoje
É já hoje que suiços e neozelandeses entram na água para disputar o troféu de uma das mais antigas competições desportivas do mundo, a America's Cup. O vencedor da taça será o barco que somar primeiro cinco vitórias. O primeiro match está marcado para hoje, seguem-se regatas nos dias 24, 26, 27 e 29. Se nenhum dos barcos alcançar cinco triunfos, as datas alternativas são 30 de Junho e 1, 3 e 4 de Julho. A torcer pelo Alinghi, para além dos suiços, estão também os espanhóis. Espera-se que a economia espanhola sinta os efeitos desta edição até 2015 e que, caso volte a vencer, a equipa volte a escolher Valência para a final da prova. Esta final relembra o duelo de há dois anos, em o Alinghi derrotou o Emirates Team New Zealand por 5-0. Espera-se, por isso, uma final disputada e repleta de grandes momentos de vela. |
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