26.08.08
Audi MedCup Circuit: Troféu Região de Múrcia já começou
O Troféu Região de Múrcia, a quinta e penúltima etapa da Audi MedCup – TP52 - teve ontem início na histórica cidade espanhola de Cartagena. A prova, que decorre até ao próximo Sábado, conta com a participação de 14 embarcações de nove países, incluindo Portugal. As cores nacionais serão defendidas pelo “Bigamist 6”, de Pedro Mendonça, que faz, finalmente, a sua estreia esta época. Diogo Cayolla continua a bordo do “Caixa Galícia”. O circuito tem final marcado para águas lusas, de 15 a 20 de Setembro, com a realização do Troféu de Portugal – Cidade de Portimão. Vento fraco e muito calor marcaram o primeiro dia do Troféu Região de Múrcia, disputado nas águas de Cartagena. A prova, que promete ser muito equilibrada, é a primeira em que a frota não conta com o “Mean Machine”. O vencedor do Troféu de Portugal – Cidade de Portimão 2007 decidiu abandonar o circuito após a Regata Breitling, deixando um lugar difícil de preencher. A prova de preparação para a competição mostrou um “Platoon powered by Team Germany”, do alemão Harm Muller-Spreer, dominador, não dando quaisquer hipóteses aos adversários. O “Matador”, do argentino Alberto Roemmers, foi segundo classificado e o “Bribón”, de José Cusí, terminou na terceira posição. A regata que marcou a estreia dos portugueses do “Bigamist 6”, de Pedro Mendonça, tem também contornos curiosos com o “Quantum”, líder incontestado da Audi MedCup, a ser apenas 10º classificado e o “Desafio”, do espanhol Agustín Zulueta e do português Gonçalo Esteves, a acabar no 11º posto. Quanto ao “Bigamist 6”, a 13ª posição final demonstra que a adaptação à nova frota ainda poderá tardar um pouco. “A forma de navegar mudou este ano. Na segunda popa, aproximámo-nos mais do que estavam a fazer e terminámos colados aos barcos que seguiam à nossa frente”, afirma o leme Afonso Domingos, recém-chegado dos Jogos Olímpicos de Pequim. A tripulação nacional tem alguns elementos novos a bordo, destacando-se Hugo Rocha e Nuno Barreto, os últimos medalhados na vela olimpíaca. No “Caixa Galícia”, Diogo Cayolla terminou na quarta posição, o que abre boas perspectivas na prestação do barco galego, que tem Roberto Bermudez como timoneiro. Para amanhã, está prevista a realização das três primeiras regatas do Troféu Região de Múrcia.
25.08.08
BMW Oracle revela novo barco
A equipa norte-americana anunciou estar muito satisfeita por poder finalmente, após nove meses de intenso trabalho da equipa de trabalho em Anacortes, aprensentar o seu multicasco de 90 pés, que está na última fase de preparação para poder ser colocado na água. O trimarã em fibra de carbono foi revelado, sendo este o terceiro barco construido pela equipa nesta pequena cidade 160 quilómetros a norte de Seattle. Segundo Russel Coutts, CEO e skipper da equipa, este é um extraordinário feito. “É um barco muito especial e representa um feito muito especial de uma equipa muito dedicada, que tem alguns dos melhores profissionais do mundo. Aprendemos muito até chegar a este ponto e agora estamos ansiosos por testar o barco na água. A equipa uniu-se aos franceses Van Peterghem e Lauriot Prévost (VPLP) e a um dos mais bem sucedidos skippers de competição em multicasco, Franck Cammas, para desenhar o inovativo trimarã. A equipa continua agora com as afinações finais do barco, preparando-se para alguns testes de mar preliminares já no próximo mês.
19.08.08
Pequim 2008: Gustavo Lima falha medalha por um ponto e retira-se da vela
O laserista Gustavo Lima, a representar Portugal nos Jogos Olímpicos, em Pequim, anunciou hoje a sua decisão de abandonar a vela de alta competição. Apesar de uma excelente prestação, o atleta luso ficou a um ponto de distância da medalha de bronze, cinco da de prata. Queixando-se da falta de condições de trabalho em Portugal, Gustavo Lima justifica não ter conseguido ficar entre os três melhores do mundo. Em declarações, o velejador afirmou: “não me quero sujeitar mais a isso – já chega. Se não fosse o José Luis Costa, que é o número dois português, eu provavelmente teria passado os últimos quatro anos a treinar sozinho. A Vanessa Fernandes tem treinadores, tem técnicos, tem colegas que a motivam”. No meio de várias declarações emociadas, durante as quais o atleta chorou várias vezes, Gustavo Lima apelou ainda à reestruturação da vela portuguesa, em epsecial do sistema de apoios financeiros à modalidade. Gustavo terminou a Medal Race em quinto lugar, tendo ficado no total com 76 pontos, apenas mais um do que o terceiro classificado, o italiano Diego Romero. A prata foi entregue ao esloveno Vasilij Zbogar, com 71 pontos, e o ouro ao britânico Paul Goodison, com 63 pontos.
18.08.08
Beijing 2008: primeiras medalhas entregues
Já terminaram as provas de cinco das 11 classes de vela olímpica: 470 Masculinos e 470 Femininos, 49er, Finn e Yngling. Álvaro Marinho e Miguel Nunes entraram na Medal Race em sétimo e, matematicamente, ainda era possível chegar à medalha, mas a sorte não esteve do seu lado e o
último lugar nesta importante final ditou o adeus às medalhas olímpicas, tendo a dupla portuguesa terminado estes jogos em oitavo lugar. O ouro foi entregue a Nathan Wilmot e Malcolm Page, australianos e vencedores da Medal Race, a prata ficou para os ingleses Nick Rogers e Joe Glanfield e o bronze para os franceses Nicolas Charbonnier e Olivier Bausset. Também em 470, mas em femininos, Elise Rechichi e Tessa Parkinson, da Austrália, venceram o primeiro lugar, seguidas das holandesas Marcelien De Konig e Lobke Berkout e das brasileiras Fernanda Oliveira e Isabel Swan, vencedoras da Medal Race. Na classe 49er, a dupla portuguesa foi afastada da Medal Race no penúltimo dia de regatas, depois de se ter conseguido manter-se sempre entre os 10 primeiros. Venceram os dinamarqueses Jonas Warrer e Martin Kirketerp Ibsen, ficando com a prata os espanhois Iker Martinez de Lizarduy e Xabier Fernandez Gaztañaga (venceram a Medal Race), logo seguidos dos alemães Jan-Peter Peckholt e Hannes Peckholt. Em Finn, não foi surpresa ver bem Ainslie (Grã-Bretanha) subir ao lugar mais alto do pódio, ladeado pelo norte-americano Zack Railey e pelo francês Guillaume Florent. Outra classe a ter já terminado foi Yngling, onde as inglesas Sarah Ayton, Sarah Webb e Pippa Wilson venceram o ouro; Mandy Mulder, Annemieke Bes e Merel Witteveen levaram a prata para a Holanda; Sofia Bekatorou, Sofia Papadopoulou e Virginia Kravarioti venceram o bronze com as cores gregas. Para Gustavo Lima, em Laser, amanahã será o dia decisivo, já que vai participar na Medal Race partindo de um terceiro lugar da classificação geral, tendo fortes hipóteses de trazer uma medalha olímpica para Portugal. Em RS:X Men, João Rodrigues tem ainda mais uma regata antes da Medal Race e encontrar-se em nono. Em Star, Afonso Domingos e Bernado Santos ocupam o sexto lugar após sete regatas, faltando portanto três mais a Medal Race.
12.08.08
Beijing 2008: como vão os nossos velejadores?
Ao fim de quatro dias de regatas, é oportuno fazer um ponto da situação do outro lado do mundo. Em Qingdao, oito velejadores portugueses lutam já ou preparam-se para o fazer, por uma das mais cobiçadas medalhas em qualquer desporto, as medalhas olímplicas. E, com excepção de Afonso Domingos e Bernardo Santos, que ainda não estão em competição, e de João Rodrigues, que recupera de um mau início, os representantes lusos mantêm-se dentro da tabela dos 10 primeiros. Álvaro Marinho e Miguel Nunes, no 470, somam 31 pontos, no sexto lugar, por não poderem ainda descartar o menos positivo 15º obtido na terceira regata. Estão a 14 pontos dos líderes australianos, Nathan Wilmot e Malcom Page. Em 49er, Jorge Lima e Francisco Andrade estão em 10º, com 43 pontos, devido a uma DNS na 6ª prova. À frente estão os também australianos Nathan Outteridge e Ben Austin, com 13 pontos. Gustavo Lima, o laserista português, começou com o pé direito, tendo obtido um quinto e um oitavo que lhe garante, por ora, o quarto lugar geral, com apenas mais seis pontos que o primeiro classificado, o neozelandês Andrew Murdoch. Já o mesmo não se poderá dizer de João Rodrigues, em RS:X, que começou esta prestação olímpica com um 18º lugar, resultado que tem vindo a contrariar, tendo depois conseguido dois 10º e um oitavo, deixando-o em 13º lugar da tabela, com 46 pontos, ainda bastante longe do israelita Shahar Zubari, que soma apenas oito pontos. Para todas as classes faltam ainda muitas regatas para competir: tudo está em aberto e a esperança das medalhas mantém-se.
11.08.08
Transat Quebec-Saint Malo: subida ao pódio depois de 11 horas em seco
Durante a Transat Quebec.Saint Malo, algo inédito aconteceu. A dupla liderada por Tanguy de Lamotte viu o seu Class 40 encalhar e ficar a seco durante 11 horas, para mais tarde conseguir ainda reclamar o primeiro lugar. Depois de uma excelente largada, frente a Quebec, a dupla conseguiu rapidamente alcançar uma boa vantagem em relação à frota, utilizando a genoa e o spinnaker maior. Ao fim de 24 horas de regata, tinham já uma diferença de 10 milhas. Foi então que tiveram aquilo a que chamaram de o “pequeno incidente”: quando tentaram virar de bordo, com 1,5 metros de profundidade, bateram no fundo e o resultado é o que se pode ver na foto. Ficaram presos durante 11 horas, fazendo de tudo para evitar que o barco se danificasse: tiraram um dos lemes e usaram o pau de spi para evitar que a proa tombasse. Finalmente o barco libertou-se e os velejadores voltaram à competição. E foi então que aconteceu o inesperado: em apenas oito horas, ultrapassaram 12 Class 40 e quando chegaram à marca de Rocher Perce, já se avistavam os líders. Na manhã seguinte, muitas mudanças de vela e muito trabalho acabaram por compensar e conseguiram atingir a liderança, à frente de Giovanni Soldini. E ainda nem sequer tinham atravessado o Atlântico! Alguma oscilação de lugares viria ainda a acontecer, mas uma última decisão arriscada, de se afastaram do primeiro classificado e fazerem uso do spinnaker grande, valeu-lhes a vitória, na chegada a Saint Malo.
01.08.08
La Solitaire du Figaro retoma hoje
Começa hoje a segunda etapa da regata La Solitaire du Figaro, composta por três fases distintas. A primeira, que ligou La Rochelle a Vigo em 465 milhas, teve início a 25 de Julho e os últimos participantes a cortar a linha de chegada por pouco não chegavam a tempo de partir na segunda etapa. Na verdade, foi necessário adiar a partida para dar tempo a esses velejadores de descansarem e restituirem os mantimentos do barco. Nicolas Troussel é que não precisava certamente de tempo extra, chegando a Vigo cinco horas antes do adversário mais próximo, Christian Bos. Seguiu-se Duthil, Erwan Tabarly e Jeanne Gregoire. Às 10 horas da manhã é dado o tiro de partida para uma etapa de 560 milhas que levará os velejadores até Cherbourg-Octeville, no norte de França. Prevista para 8 de Agosto está a partida da terceira e última etapa, também a mais longa, ao longo da qual os velejadores terão de percorrer 825 milhas, rondando a Ilha de Man, a nordeste de Dublin, e regressando ao Norte de França, desta vez a L'Aber Wrac'h.
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